sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Negritude valorizada



O que é a Terra, senão uma esfera azul, com uma porção de areia, rodopiando em volta de si e boiando em volta da nossa estrela maior chamada Sol?



Mas temos uma vantagem, ou melhor, uma iguaria. Temos um satélite natural que nos rodeia chamado Lua.



Hó doce lua cantada em canções apaixonadas e declamada em poesias amorosas e porque não dizer, melosas.



Mas falo da lua pretendendo dizer sobre um encantamento que tenho sobre a cor negra. Admiro o brilho da lua numa pele negra. Deveria estar dizendo "afrodescendente", mas me perdoem todos, acho belo e importante tanto quanto dizer negro.



Pobre de nós mortais branquelos que vamos à praia ou ao clube, nas tardes de sol mais quente, como sadomasoquistas, deitar debaixo de nossa estrela maior para conseguir uma cor tão bela. Como disse, pobre de nós, voltamos para casa nos sentindo camarões torrados em uma panela com óleo quente.



Nossas mulatas são a alegria do carnaval. Mas elas são mais, são representantes de uma gente miscegenada. Somos filhos todos de várias misturas, brancos, vermelhos e negros.



Mas fazemos questão de nos separar por cor, o que me deixa triste neste país onde todos somos iguais.



Queria eu deitar debaixo do sol, sem precisar um protetor solar e à noite brilhar sobre o reflexo da lua.



Admiro a beleza desse brilho causado em uma pele tão bela.



Escrito por um branco que ama estar embaixo do sol, doido pra ficar moreno, mas que no fim do dia fica é ardendo.

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